Sunday, April 06, 2008

sobre flores e jardins

(...) Todo dia ela plantava e enfeitava...com as mais lindas flores. Gostava de admirar,a mistura que as cores tinham. Aos poucos as flores foram sumindo. Ela não soube dizer porquê. Descobriu que era ele que aos poucos roubava ,suas lindas flores pra lhe trazer um buquê. Os jardins têm dessas coisas menina(...)

vem fazendo minha trilha sonora...

Thursday, February 07, 2008

da multidão

Essa vida de adulta esta me ensinando muitas coisas. Tenho virado espectadora, dos grandes lugares, das grandes pessoas, das grandes cenas a minha volta. Tenho feito coisas que nunca pensei em fazer, e sozinha ainda por cima. Sair pra jantar, pra ler,ir ao cinema, tem aberto os meus horizontes pras coisas que as vezes a gente perde estando acompanhada.
É a liberdade que eu tanto queria, conhecer o mundo, independente. Mas ainda assim, eu estava ali, sozinha, apenas observando aquela multidão a minha volta.Sentada na praça de alimentação do shopping, com meu livro e meu lanchinho. E quando ninguém te fala a voz dos "de fora" ecoa. E comecei a observar aqueles sorrisos tão estranhos, naquelas mulheres tão idependentes, com seus cortes de cabelos moderninhos e seus cigarros empenados enquanto travam diálogos da atualidade. Aqueles casais apaixonados e tímidos,não sei porque mas, tímidos no que me pareciam conversas iniciais de relacionamento. E as crianças, e os casais mais velhos e as pessoas que passam olhando para todos os lados, na procura de alguma coisa.Que a mim, pareciam mais a procura de serem notadas em meio aquela multidão que, olhada nua e crua, por um momento me deu medo. Por um bom tempo vai ficar aquele barulho, aquele som(não! Na verdade era barulho mesmo) das vozes misturadas que parei pra prestar atencao . E na minha ilusão de me misturar, vi o meu isolamento . Confesso que naquele momento ali me deu uma vontade de escrever, talvez fosse pra me `misturar` aos ocupados e me desisteressar do que via. Trata-se de uma decepção diferente, eu poderia ficar ali por horas,escutando aquelas vozes que pareciam febres que sobem e descem. Cinco segundos(ou uma eternidade se passaram) e eu voltei a ler meu livro, comendo meu lanchinho, dançando com o povo de novo...ai ai...

"Eu gostaria de ficar para sempre ali, parado naqueles degraus gastos, sentindo as sombras se adensarem no jardim que ficava logo após aqueles degraus onde eu pisava agora, estendidos até o portãozinho enferrujado que há pouco eu abrira, ouvindo os rumores da rua coados pela espessa folhagem, olhando seu rosto envelhecido e doce, com os cabelos presos na nuca e um velho camafeu sobre a gola de renda, tudo um pouco antigo, como se ela gostasse de tocar piano quando entardecia, bebericando qualquer coisa leve como um chá de jasmins, enquanto as sombras na escada ficavam mais e mais densas, até que os ruídos das crianças fossem amortecendo nas calçadas e de repente ela percebesse ter ficado completamente no escuro, apesar das luzes da rua refletidas com um brilho frio nos cristais empoeirados do armário, e então."
(Caio Fernando Abreu)

Sunday, January 06, 2008

ôôôô SAUDADE....

Que bate no meu peito! TUDO e TODOS
Eu não acho que pensei que seria diferente, apenas não pensei que seria TÃO mais complicado. Não...nada de errado acontece, não passo trabalho, nem reclamo da vida(que por sinal tá indo...diria até que BEM) mas...tem alguma coisa estranha. Será o estranho de começar? A inquietude de descobrir? o MEDO de achar?
Não sei, mas as minhas peripécias na vida longe de casa já começam a se manifestar e as coisas que não combinam já começam a se juntar como: molho e a roupa nova SEM MÁQUINA pra lavar, a chave de casa dentro da casa e VOCÊ NA PORTA pronta pra entar =/ o fogão e eu(PÉSSIMA combinação de domingo a noite), o despertador e o sono (tocando mais alto sempre): ATRASOOO!!!
Apesar de tudo, se me perguntar: NÃÃÃO! ainda não troco, fico com o que tenho.

e ah..acho que ele sempre quis que eu falasse dele, mas eu nunca consegui por aqui, nem sei se vou conseguir,mas ainda NÃO POR ENQUANTO é minha melhor loucura (hihihih).

;*

Saturday, October 27, 2007

Como nossos pais...

Ah...o meu pai, o meu guri...posso garantidamente afirmar que ele é a pessoa que eu mais amo no mundo. Todo mundo sabe e já é velho o dito popular ‘ que o menino se dá mais com a mãe e a menina com a pai”. Que ela idealiza o homem ideal pra ser igualzinho aquele que brincava com ela na pracinha, que parece não ter defeitos, é honesto , sincero e faz tudo por ela.
O legal mesmo é quando a gente cresce. Daí vê exatamente os defeitos que aquela pessoa têm. Mas é quando as qualidades ainda assim ultrapassam esses defeitos que o amor transborda. O meu pai tem um quê de tranqüilidade, de bondade, tem um quê de sinceridade que só ele sabe ter. E quando ele já não estiver aqui...pertinho de mim...aiii...aí o coração vai apertar. Vai apertar não pelo laço familiar, mas porque são poucas as pessoas com quem se pode sentar e conversar por horas, trocar idéias e ‘literalmente’ filosofar sobre a vida. Ele é aquele amigo com o qual eu me pego conversando sobre política e a situação econômica do país numa tarde de sábado. É estranho como nessas horas eu não trocaria nenhuma festa com as amigas ou qualquer outro programa que não seja estar ali, ao lado dele, conversando...Sobre trabalho, sobre faculdade, sobre (des)amores,sobre a vida... Não sei se ele sabe como me faz tão bem, as vezes acho que não demonstro. Das coisas que ele me ensinou e me ensina, das broncas que ele me deu, dos erros que ele também já cometeu, de tudo que a gente vive junto...dele me chamando de “baxinha”(mesmo eu já tendo 21 anos e 1,68m).Fica um pouquinho de tudo, colorindo a minha vida.
São pessoas assim que eu quero pra mim na vida, pra minha vida. E se a gente quer casar com um homem cavalheiro, que seja apaixonado pela gente, que seja carinhoso, que demonstre ser bom,ser honesto e com quem se tenha cumplicidade, bem, então se confirma aquela teoria que a gente quer casar com alguém igualzinho ao nosso pai. Acho então que se for 1/3 parecido eu “já tô no lucro” rsrsrs.

“Pai...Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...

Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...

Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...”

Pai(Fábio jr) – *momento brega bombando*

Sunday, September 09, 2007

tempo, tempo, tempo, mano velho!

Tá vazio....não sei porquê, desse lado não tá legal. Quem sabe essa mudança pode ajudar. É...mas o tempo muda tudo, o tempo cura tudo, sempre o fez. Aii coração...
Chega tempo, chega!!!!

Wednesday, July 11, 2007

Mulherzinha

Sim, eu sei, faz tempo que eu não escrevo. Sim, eu sei, que eu venho falando sempre da(s) mesma(s) coisa(s)- pra que pôr "s' ali né? Sim, eu sei, que muito disso nem interessa. Mas sim, esse texto eu li numa comunidade de orkut e sim, achei muito bem bolado. Sim, no mínimo sincero. Porque sim, vai dizer...ser mulherzinha assim cansa.
E não, não era só isso que eu queria escrever, mas por enquanto deixa assim...

"Prezada Mulherzinha,
o que eu te direi é duro, mas poderá te fazer um bem enorme .Chega de se comportar assim. Como se estivesse lutando pelo posto De Miss Maravilha do Mundo chega dessa competividade suburbana - eu sou a melhor, eu sou +.. Ou você é assim porque ainda não passa de uma menininha que quer ser mais perfeita do que a mãe, conquistar o amor do pai e ser a primeira da classe. Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula. Isso é coisa de mulherzinha. Seja honesta uma vez na vida: confesse. Que você não é nada tão wild quanto se vende. Que não sabe falar tão bem inglês assim. Que fez escova progressiva. Que tem dermatite... E enfim você terá alguma paz, pois se reconhece humana, e não a barbie boba que você procura ser. Acredite: idiotice só te faz charmosa para os cafajestes. Se continuar assim, nunca vai aparecer aquele cara bacana que você gostaria que aparecesse; para lutar por você, até te conquistar, e destruir essa tua linda silhueta com uma gestação de 15 quilos."

Saturday, June 09, 2007

Só um cara...

...É só um cara. E não a sua vida. E não todos os dias da sua história. E não todas as suas lágrimas juntas em um único sábado solitário. Ele não é o destino. É um cara. Existem muitos destinos. Ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios perfumes. Não sabe sangrar. Não sabe que nome daria a um filho. Não pode ficar mais tempo. Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou. E perdeu. Ele é só um cara. E você já esqueceu outros caras antes...



Sabe aquela sensação de quando tu ficava cuidando ele todo dia no prédio da frente e corria pra porta ao saber que ele ia sair, só pra encontrá-lo. Aí um dia tu descobres que enquanto descia pra ver ele saindo; ele já te observava todos os dias pela janela do prédio...sem que tu soubesse...

Daí muda alguma coisa né...muda tudo...

Thursday, March 29, 2007

Eles...


Abre a porta. 18:00h.Liga a luz e vai entrando. Cozinha. Em cima da mesa uma folha :

“Roberta, não esqueça de fechar a casa quando chegares. E apaga a luz quando fores dormir. A luz da frente(da rua) não!!!

Não fica muito no telefone porque de noite vou ligar pra ti, domingo voltamos.

Beijos Mãe

Te cuida

E do pai também”

Ela ri sozinha...pensando...e pensando.(eles sempre deixam bilhetinho). Como vai ser quando não deixarem??? Ah, deixa pra lá. Agora ela só quer descansar...

Sunday, March 04, 2007

EU NÃO AMO NINGUÉM

Porque hoje em dia eu não amo ninguém. Em parte a culpa é sua. E no todo, a culpa é minha. Porque hoje eu tremo ao pensar em sentir tudo aquilo de novo. Me alegrar. E ver o mundo azul como eu vi. Hoje eu quero e não consigo.

Porque quando eu tava amando, era parecido com sofrer. E logo assim eu fiquei boba. Era tudo um tédio e você era meu remédio. E eu fui tomando você em doses homeopáticas. Depois joguei a bula fora e foda-se as recomendações. Você acalmava as minhas febres. E eu só queria o efeito que você me causava. Dia e noite. Em colher ou comprimido.

Mas eu sempre tive receio de te mostrar meus defeitos e de ouvir os teus julgamentos, porque o meu medo de te decepcionar com quem realmente eu sou, insegura e insensata superava minhas grandezas e então eu me escondia atrás de meias alegrias e sorrisos. Fingindo ser quem eu não era, ou mostrando partes do que eu era. Pra você não saber que eu odiava o meu nariz e que eu nunca vou ficar satisfeita com o meu peso, que eu detesto a minha bunda e que eu mudaria vários pedacinhos do meu corpo e que se você ligasse de uma hora pra outra eu poderia não atender por estar chorando, vendo um filme romântico e comendo tudo da geladeira. E que se você não ligasse, eu pensaria em mil motivos. E depois esconderia todos, pra mostrar minha segurança de “mulher decidida e independente” que não precisava de você. Pra agradar tentando agradar. Porque você surgiu do nada e do nada foi ficando, invadindo e tirando o meu chão. E porque de uma hora pra outra eu já não me via sem você. E só de pensar doía. E já não dava mais pra não pensar.

E agora eu já não amo ninguém. Eu não sinto assim por ninguém. E me apavora saber que não será mais assim. Porque eu queria inteiro e não pela metade. Hoje eu não tomo mais você. Me dei alta e desde então não adoeci mais.E quase fui te procurar, mas exitei e fiquei, tentando me curar...Pra não morrer. Doente de amor.

Friday, March 02, 2007

Lembrando

Hoje ela tá feliz e eu tô muito feliz por ela. E esses tempos ela lembrou de momentos que todas nós passamos, momentos que eu lembrava, mas palavras que eu havia esquecido. Mas ela não, ela até fez um texto disso,né Lessa?

Das coisas que eu esqueci:

Robertiaaa!

"Finalmente aqui está meu e-mail p/ti, demorou um pouquinho mais o importante é que chegou né?!Não vou enrola muito e vou começa a “falar” logo o que quero por que é bem simples, apesar de toda a dificuldade aquela que tenho p/ me expressar.Vamos ao assunto...

Primeiramente queria te dizer algumas coisas que já são,como diria a Nati,de praxe (Che)[Jhihi,num sei esqueve!!J],todo mundo fala,mas pode ter certeza que são verdadeiras...do tipo...sempre te achei muito legal, uma ótima companhia p/ qualquer situação, desde um “aulão” de cursinho pré-vestibular no SEGUNDO ano (hehe,lembra?), para uma festa ou até mesmo ir a um jogo de futebol feminino com um frio duk,sem nem gostar de futebol,acho até que tenho q te pedir desculpas por ter feito ires aquele jogo,mas ao mesmo tempo...valeu por ter ido!!

Te confesso que aquele domingo na casa da Nati eu não esperava que tu fosse me falar tudo que tu falou, mas como te disse aquele dia mesmo, apesar de n ter sido nada fácil pra mim ouvir tudo aquilo,pelos motivos que deves imaginar,adorei a tua atitude de me falar sem até nem saber qual seria minha reação, mas falando por um único motivo que seria me fazer bem. Naquele dia eu apenas confirmei tudo que eu já havia percebido sobre ti, pois não só pela tua atitude comigo, mas com toda a situação, pelo fato de teres saído de casa para não deixar a amizade de todas nós acabar, mesmo sem ter estado presente no memento em que tudo aconteceu, e com tudo, o que tu falo p/mim,melhor, o motivo que te fez falar aquilo, c/ certeza não vou esquecer e me mostro mais ainda a pessoa maravilhosa que és, capaz de tornar todas ou pelo menos quase todas as coisas ruins que acontecem em algo bom e que só te faz crescer como pessoa, isso tudo é incrível,ou no mínimo impressionante!!

Não sei bem o que estas pensando a meu respeito ultimamente pois acho que andei te surpreendendo com algumas coisas que te contei, mas queria te dizer que foi mto bom pra mim poder te falar, e oq mais me surpreendeu é que eu deveria ficar, no mínimo, com receio de te falar, mas não fiquei, e na real foi bom ter te falado pq acho que eu precisava falar com alguém (...)

do texto que ela fez:

Queria ser mais

Onde deixei o que não tive?

Pq guardei tudo que comecei

Sem terminar?

Encontro partes de histórias passadas

Coisas que não estão terminadas

Pq não as quis concretizar?

Será que não pude escrever?

Ou foi meu tempo a perder

O que deveria ter feito?

Pq não o fiz há tempo?

Faze-lo agora me mostrará arrependida

Mostrando minha cara partida

Talvez seja melhor ignorar

E se alguém descobrir sem querer?

Entenderá a intenção que me rondou?

E se lembrará do tempo que passou?

Ou não vai nem querer saber?

São as coisas que fiz para me mostrar

Não queria deixar esse tempo passar

Mas me faltou “vontade”

E agora o tempo se foi

E a lembrança deixou só a saudade

Da imagem que n aconteceu

Para me (des)motivar.

(27/01/2007)

Monday, January 01, 2007

Ano Novo...


...Vida Nova!

É...é o que dizem os mais sábios não é mesmo?!
Então Um bom 2007 , pra nós =)


"...Já me fiz a guerra por não saber
Que esta terra encerra meu bem querer
E jamais termina meu caminhar
Só o amor ensina onde vou chegar..."
( DaniloCaymmi, na voz de Elis Regina)

Sunday, December 17, 2006

Da sessão lavando a alma...

Nunca gostei de me expressar pelos outros. Minhas opiniões, meus sentimentos, acho tudo muito pessoal, mas sabe quando a gente simplesmente lê e não encontra melhores palavras para descrever aquilo que se quer dizer?

Acho que é isso que Caio Fernando Abreu faz por mim nesse momento, aliás, recomendo...

Trechos de : Limite Branco, Morangos Mofados, Os dragões não conhecem o paraíso, O Ovo Apunhalado e Pedras de Calcutá

"... então me vens e me chegas e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para liberar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque é assim que és e unicamente assim é que me queres e me utilizas todos os dias, e nos usamos honestamente assim..."

"...Não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir ,que tudo está bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado, tudo bem"

"...Não chegaram a usar palavras como especial, diferente ou qualquer outra assim. Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro minuto. Acontece porém que não tinham preparo algum para dar nome às emoções, nem mesmo para tentar entendê-las."

"...Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada"

"...se tocada por dedos bruscos, me estilhaço em cacos, me esfarelo em poeira dourada.Tenho pensado se não guardei indisfarçáveis remendos das muitas quedas.Embora sempre os tenha evitado, aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia..."

..sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas as coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? dolorido-dolorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender melhor...

“...escuta aqui, cara, tua dor não me importa. estou cagando montes pras tuas memórias, pras tuas culpas, pras tuas saudades. as pessoas estão enlouquecendo, sendo presas, indo para o exílio, morrendo de overdose e você fica aí pelos cantos choramingando o seu amor perdido. foda-se o seu amor perdido. foda-se esse seu rei-ego absoluto. foda-se a sua dor pessoal, esse seu ovo mesquinho e fechado.”

“...Vai passar,tu sabes que vai passar.Talvez não amanhã,mas dentro de uma semana, um mês ou dois,quem sabe?O verão está aí,haverá sol quase todos os dias,e sempre resta essa coisa chamada¨impulso vital¨.Pois esse impulso ás vezes cruel,porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo,te empurrará quem sabe para o sol,para o mar,para uma nova estrada qualquer e,de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como ¨estou contente outra vez¨...”

"É fácil morrer. A toda hora, em todos os lugares, a morte está se oferecendo. Mais difícil é continuar vivendo. Eu continuo. Não sei se gosto, mas tenho uma curiosidade imensa pelo que vai me acontecer, pelas pessoas que vou conhecer, por tudo que vou dizer e fazer e ainda não sei o que será."

É, né?....

Sunday, November 12, 2006

Toda Vez...

"Toda vez que você passa, enlaça.
E meu peito transborda
Toda vez que você pinta, borda, sai correndo e fecha porta.
Toda vez que você olha, chora, toda vez que finge que adora.
Toda vez que você ri, sorri, faz que vai e volta aqui.
Toda vez que você fala, cala e o sentimento dispara.
Toda vez que eu páro e penso, mesmo assim eu nunca me convenço.
Toda vez..."

Sunday, September 17, 2006

Exagerado

Essa semana ouvi a mãe do Cazuza, Lucinha Araújo, comentar que o filho era um menino inconseqüente, que exacerbava tudo, um exagerado que por isso,aproveitou muita a vida. Pois eu também sou exagerada. Sim! E em tudo.Eu prolongo situações, eu não sinto só saudade, eu sinto falta, me desespero,eu choro, eu peço, eu quero perto! E se é pra matar a saudade, que seja com vontade, que cada minuto signifique o resto que falta da vida. Se for pra estar feliz, que não seja aquele riso contido, aquela emoção guardada. Felicidade engarrafada não dá! Tem que brilhar pelo olho, o sorriso espontâneo, tem que mostrar e falar para todo mundo que naquele momento (pelo menos naquele momento) a gente está feliz. Eu não quero só olhares, abraços, carinhos. Eu quero “beijos intermináveis até que os olhos mudem de cor”, como diz tão bem Vanessa da Mata. Tem que ser assim, tudo bem que pessoas dramáticas e escandalosas por vezes cansam. Mas me refiro a exagerar vivências, desenfrear pudores, ampliar alegrias. Não consigo ser mais ou menos. Ninguém quer aquele alguém meio morno, que causa náusea ao se experimentar o gosto. Eu quero viajar, eu quero trabalhar, eu quero poesia, eu quero festa, eu quero amigos, eu quero a vida pra valer. Eu quero fugir do hábito,eu quero música,eu quero os dedos tocando o céu e a alegria tocando a mão.Eu quero amar, mais e mais...

“ ...até nas coisas mais banais, pra mim é tudo ou nunca mais...”

Saturday, September 16, 2006

Eu quero...

Sempre que eu demoro a escrever, dá um medo, um receio depois pra voltar. Acho que o segredo é não parar... Mas ando sem tempo. Mentira! Eu tenho tempo, o que falta é organizar pensamentos, não quero despejar aqui todos os meus sentimentos.

Quero falar quando me dá vontade, sem esperar agradar a ninguém. Não gosto de expectativa, sempre foi um sentimento que me causa aquele friozinho e aquela incerteza terrível! Quero comer o que quiser, sem ter a desprazer de engordar. Quero ler os quatro livros que deixei na estante e pensei:- “vou ler até o fim do mês.” Quero rever alguns amigos que não encontro há tempos... muito tempo. Ah! E quero uma música. Uma música minha, uma música pra mim. Mas este último sei que vai ser o mais difícil. Afinal de contas...o que rima com Roberta? Roberta não é musical, não é Alice ou Teresa nem Carol, expressar sentimentos com Roberta se faz complicado. Se eu fosse músico, nunca falaria de Roberta.

Triste fim então pra´s Robertas que como eu, têm que se contentar com aquelas músicas que foram feitas “pensando na gente” mas que não têm o nosso nome...

Sunday, August 13, 2006

A Promessa

Cá estou eu de novo, com vontade de escrever. E novamente os motivos que me levam a desabafar são desagradáveis. Acho que são nesses momentos é que a gente fica mais descoberto, mais sensível e susceptível a tudo a nossa volta.

É um dia como qualquer um, normal como todos outros, quando do nada tu atende o telefone e a tua amiga do outro lado diz: “ tu não advinha o que aconteceu? O fulano, o nosso amigo se enforcou! Na casa dele” aí tu escuta aquilo com a sensação de que na verdade tu entendeu errado, não pode ser, como? Se eu conversei com ele essa semana ainda e estava tudo bem?

E no mesmo instante o coração dispara e tu olha pro´nada. Sem reação no telefone. Tentando achar alguma explicação para o que na realidade não existe. Aconteceu, eaí? O que é que você vai fazer? O sentimento de impotência e tristeza toma conta. O que resta é lembrar...lembrar de todos os momentos, das conversas, das risadas...e das coisas boas que tu admirava naquela pessoa. E rezar, mas rezar mesmo, para que aquele teu amigo encontre paz de espírito, descanse a cabeça e a alma.

Não sei, não sei se esse é o momento para fazer faxina na gente, repensar a vida, ou deixar como está. Mas definitivamente é o momento para fechar os olhos e rezar..e é isso que eu vou fazer!

Como outros amigos já fizeram, também deixo aqui essa música:

A Promessa

(Engenheiros do Hawaii)

Não vejo nada (o que eu vejo não me agrada)
Não ouço nada (o que eu ouço não diz nada)
Perdi a conta das pérolas e porcos que eu
cruzei pela estrada

Estou ligado à cabo a tudo que acaba de
acontecer

Propaganda é a arma do negócio
No nosso peito bate um alvo muito fácil
Mira à laser... Miragem de consumo
Latas e litros de paz teleguiada
Estou ligado à cabo a tudo que eles tem pra
oferecer

...O céu é só uma promessa
Eu tenho pressa, vamos nessa direção
Atrás de um sol que nos aqueça
Minha cabeça não aguenta mais...


Tu me encontrastes de mãos vazias
E eu te encontrei na contramão
Na hora exata, na encruzilhada, na highway da
superinformação
Estamos tão ligados, já não temos o que temer

...O céu é só uma promessa
Eu tenho pressa, vamos nessa direção
Atrás de um sol que nos aqueça
Minha cabeça não aguenta mais...


**Vai em paz Anderson....***


Sunday, July 23, 2006

FINAL DE VERDADE

Emprestado:
Texto escrito por uma pessoa muito especial, tão diferentes e ainda sim, as vezes tão iguais. Admiração, carinho e saudade...por alguém que tá longe, vivendo tudo que há pra viver...

"Mais especial num mundo sem breu
Alguma coisa que me fizesse sorrir
E te sentir feliz por mim ...simplesmente!
Não esse lugar gelado sem a brisa
Aquecida em olhares sinceros e fraternos
Que nos manteria juntos com a distância
(mesmo sendo curta essa distância)
Imaginava ser diferente

Queria poder pular, gritar,chorar e sorrir
Na falicidade triste de estar indo embora
Sentir isso como sempre sonhei
E não apenas imaginar imagens...
Imagens que eram para acontecer agora

Queria ser mais especial
Alguém que te permitisse festejar
No festeejo de todas as vontades
De quem conseguiu dar o ponto final
E agora...bem, agora tem uma nova linha
só para fazer o novo "final" acontecer
Diferente
Sem imaginar...mais real,feliz de verdade!"

Thursday, July 06, 2006

....sssorte

Seis horas. Salto do alto da sacada, sentindo sair a saudade de ti.
Sem saída sou assim, seleta de sonhos, sem sarar.
Se minha salvação sois vós, surge então um sarcasmo sagaz.
O sol cintilante saúda meu salto, sabendo que nada mais satisfaz.
E o sujeito sensível que suscitou em mim segredos, submerge sem sequer avisar.
Sou sentenciada somente a sofrer e suportar.
Procuro sentar a sombra e na solidão soluçar.
Suspeito que o sabor sufoque e um singelo sinal seria suficiente para segurar o sentimento, sem que esse secasse.
Seria sensato ser serena, parecer segura e superior.
Mas de que serviria ser simples, se o sensacional é a saudade?

Sobra então a você: sobreviver. A mim: suspiros e sorte...

Saturday, July 01, 2006

Meio de mim

Ah... Há quanto tempo não retorno aqui...estava mais quieta do que nunca, acho que sem gostar muito de mim .Afinal, nunca gostei muito de pessoas quietas. Mais uma vez penso que vejo nelas um defeito meu. Analiso tudo em todos, será que também fazem isso comigo? Será que têm milhões de pensamentos assim como eu? Que um dia me acho especial, no outro caio na real. Que vive envolta em angústias, alegrias e amores.

Aliás, sobre amores arrisco-me a dizer que hoje rabisco versos estéreis num papel em branco. Mas ai de mim, desistir até descobrir o que eu quero. O que me motiva são esses sentimentos, e “o não saber o que irá acontecer”, que antes me causava tanto medo, hoje já não assusta mais. Acho que hoje não troco meio de mim, assim confusa, por uma sensata e cheia da razão. Por que foram nessas confusões e labirintos que muitas vezes encontrei sozinha o melhor caminho. Hoje não troco meio de mim assim calada e pensativa, por uma inteira sociável que esbanja simpatia e traquejo com as pessoas. Hoje não troco meio de mim, assim que não se importa em falhar e aceita melhor os erros, por uma inteira inatingível que não conhece o gosto ruim (e ao mesmo tempo esperançoso) da derrota.

Enfim, hoje não troco meio de mim, por uma de fórmula completa, penso que não teria a mesma graça não descobrir a outra metade. Não pintar estrelas no muro e ter o céu ao alcance das mãos. E se me perguntares se mudei, responderei: - Sim! Pois quando me conhecestes eu era sopro, hoje sou vida.

Sunday, June 11, 2006

leve...como uma pluma...

Dor. Aquele momento em que você não agüenta mais e deixa a tristeza extravasar. Você espera, sempre esperou. Afinal, desde que o mundo é mundo foi assim. Mas na hora, ah... na hora não dá para segurar. Quando você se dá de conta, que a “ficha cai” sabe? Nessa hora você prefere estar em qualquer outro lugar, fazendo qualquer outra coisa, passando por qualquer outra situação, que não essa de perda.
Nesse momento, eu gostaria de estar em um parque de diversões, à noite (onde todas as luzes estão ligadas e se pode ver a beleza do céu estrelado) e gostaria de estar na roda gigante, girando e girando sem parar, sem ter fim. Ficar ali por horas e horas, sem pensar em nada. Até que esse movimento contínuo circular levasse meus pensamentos para longe e minha mente também girasse, para que nada de novo ocorresse. Assim, a realidade que passa tangendo o círculo, desvia-se e a tristeza que me assola agora, rasparia de leve a roda e iria embora.
Mas infelizmente não posso. E um sentimento agora me destrói o coração, tirando o meu ar, minha força pra respirar, fazendo com que o soluçar seja a única forma de conseguir. Agora as lembranças vêm sem parar, um misto de nostalgia, saudade doída e a certeza de que os momentos (todos, bons e ruins) ficarão na minha memória. Ao mesmo tempo em que um alívio por ter dito aquele último adeus, aquele último EU TE AMO. Aquela culpa por ter dito isso somente por já saber o que viria. E aquele pensamento: “e se eu não soubesse? Ainda sim me despediria com palavras carinhosas? O que teria dito? Teria expressado realmente o que queria? O quanto gostava, gosto e sempre admirei...”
Penso em mim, porque meu egoísmo não me deixa sentir mais compaixão por aqueles que sei, com certeza, estão sofrendo mais do que eu. Mas hoje nada disso importa, só gostaria de poder voar, subir e ficar bem perto de ti. Leve...como uma pluma que toca o ar gentilmente para se apoiar.

Meu avô morreu. Hoje o mundo se torna mais triste pra mim...